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A mostrar mensagens de setembro, 2023
Alfred Adler
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Adler, Alfred (Viena, 1870 – Aberdeen, 1937): oriundo de uma família modesta e portador de uma má constituição física, tornou-se ativo e obstinado, desenvolvendo a noção de “complexo de inferioridade” que leva o homem a ultrapassar os seus próprios limites. Médico de formação, tornou-se psicanalista e discípulo de Freud. Viria a abandonar a psicanálise por negar a origem sexual das neuroses. Postula, pela Lei da Compensação, que tudo o que é inferior tende para a superação, pelo que o papel do psicoterapeuta é reconduzir o paciente aos limites do real.
Bruner, Jerome
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Bruner, Jerome (New York, 1915): Filho de pais polacos emigrantes, em 1941 já tinha obtido o doutoramento em Harvard. Psicólogo com contribuições muito significativas para a psicologia cognitiva e com estudos igualmente relevantes na área da psicologia do desenvolvimento, psicologia educacional e desenvolvimento da linguagem. As suas obras foram citadas milhares de vezes em artigos académicos.
Freud, Sigmund
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Freud, Sigmund (Freiberg, 1856 – Londres, 1939): Psiquiatra austríaco, era formado em Medicina e especialista em Neurologia. Começou por estudar a histeria e as neuroses, relacionando estas não com uma lesão orgânica mas com choques afetivos esquecidos. Utilizava a hipnose como método de acesso aos conteúdos do inconsciente, mas acabaria por utilizar técnicas como a associação livre, a interpretação de sonhos e a análise de atos falhados. A Freud se devem os conceitos de inconsciente, transferência, líbido, id, superego, princípio do prazer, princípio da realidade, etc. Freud é marcante na história do pensamento humano por revolucionar toda a conceção de homem e de psiquismo em vigor até então, apesar de ter sido muito criticado por alguns setores da sociedade alegando que as suas doutrinas eram pessimistas e imorais.
Piaget, Jean
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Piaget, Jean (Neuchâtel, 1896 - Genebra, 1976): Começou por estudar zoologia, mas interessou-se pela Psicologia e tornou-se professor na Sorbonne. Focou as suas investigações na génese e formação da inteligência na criança, conferindo-lhe um papel ativo na construção do seu psiquismo, organizado em estádios de evolução integradora. Piaget é um dos psicólogos com maior reconhecimento mundial e os seus estudos provocaram o desenvolvimento de várias teorias acerca da educação.
Pavlov, Ivan
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Pavlov, Ivan (Ryazan, 1849 – Leningrado, 1936): psicofisiologista, obteve um Prémio Nobel de Medicina em 1904 sobre a circulação sanguínea e a digestão. No campo da Psicologia distinguiu-se por estudar os mecanismos do reflexo condicionado no animal ao estudar as secreções gástricas. Perante um estímulo neutro, sem significado, como o som de uma campainha, o animal não reage senão quando é sobreposto um outro estímulo, obtendo um condicionamento da conduta. Da mesma forma, a educação também poderia substituir as condutas menos próprias por outras mais adequadas á vida social. A pedagogia, a publicidade e a propaganda utilizam este mecanismo de condicionamento para remodelar a estrutura do psiquismo. As próprias técnicas de relaxação do parto sem dor são igualmente inspiradas em Pavlov.
Fechner, Gustav
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Fechner, Gustav (Gross Sarchen, 1801 – Leipzig, 1887) : é o inventor da psicofísica, que estudaria as relações entre as propriedades físicas de um estímulo que excita o organismo e a sensação que daí resulta. Elabora a Lei de Fechner: “a sensação cresce em progressão geométrica e a sensação e progressão aritmética”. É dele a primeira obra de Psicologia experimental, em 1860: “Elemente der Psychophysic”.
Erikson, Erik Homburger
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Erikson, Erik Homburger (Frankfurt am Main, 1902 – Massachussetts, 1994): psicanalista, estudou sobretudo o desenvolvimento da identidade pessoal e ficou conhecido pela sua teoria do desenvolvimento psicossocial. O indivíduo atravessa vários estádios evolutivos ao longo do seu desenvolvimento, durante toda a vida, experienciando crises psicossociais com vertentes positivas e negativas.
Bronfenbrenner, Urie
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Bronfenbrenner, Urie (29 de Abril de 1917 - 25 de setembro de 2005) nasceu na antiga União Soviética, em Moscovo, mas mudou-se para os EUA seis anos mais tarde. Em 1938 fez o Bacharelato na Universidade de Cornell, tendo concluído o doutoramento na Universidade de Michigan em 1942. No dia seguinte à sua graduação foi incorporado no Exército como psicólogo. Em 1948 aceitou um cargo como professor e investigador no Departamento de Desenvolvimento Humano e Estudos sobre a Família da Universidade de Cornell, onde permaneceria durante toda a sua vida profissional. As suas pesquisas tornaram-se fundamentais para a Psicologia, propondo uma teoria que coloca a ênfase nas influências ambientais e sociais sobre o desenvolvimento das crianças. Segundo Bronfenbrenner, o desenvolvimento das crianças é influenciado pelo seu contexto ecológico. Todo o desenvolvimento do humano é determinado em função das interações que o indivíduo estabelece com o seu contexto ecológico. Assim, o desenvolvimento do ...
Bandura, Albert
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Bandura, Albert (Alberta, 1925): autor fundamental durante todo o século XX. Representa a passagem do behaviorismo para a psicologia cognitiva. Os seus trabalhos fizeram dele um autor de referência na área da aprendizagem social (a forma como aprendemos pela observação dos outros). https://youtu.be/mRW45c4_HUI https://youtu.be/128Ts5r9NRE
Asch, Solomon
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Asch, Solomon (Varsóvia, 1907 - Harverford, 1996): pioneiro na Psicologia Social, elaborou trabalhos fundamentais sobre conformismo, formação de impressões e sugestão de prestígio. Muitas das suas ideias mantêm-se atuais nas investigações sobre os processos de influência social. https://youtu.be/F11F1cHakPM
Lewin, Kurt
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Lewin, Kurt (Mogilno, 1890 – Massachusets, 1947): de origem alemã, fixou-se nos EUA. Foi professor de Psicologia em Berlim e em várias universidades americanas. Estudou as condutas humanas em situações da vida corrente com base na psicanálise, na Gestalt e na psicologia social. A ele se deve a noção de campo psicológico para referir as tensões próprias do indivíduo que entram em luta com as influências sociais.
Jung, Carl Gustav
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Jung, Carl Gustav (Kesswil, 1875 – 1961): interessado numa pesquisa espiritual desde a infância, estuda Medicina e orienta-se para a psiquiatria. Rejeita a origem sexual ou libidinosa das neuroses proposta por Freud e procede à primeira grande clivagem no movimento psicanalítico, afastando-se do seu mentor e dedicando-se à psicoterapia.
Wundt, Wilhelm
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Wundt, Wilhelm (Neckarau, 1832- Großbothen, 1920): considerado o pai da psicologia experimental, fundou o primeiro laboratório de psicologia experimental em 1879 na cidade alemã de Leipzig. Estudou as sensações resultantes de estímulos, unidades mais simples da consciência que poderiam ser objeto de medida. Apesar de praticar uma psicologia de caráter experimental, admitia a introspeção como objeto de estudo da Psicologia, o que era próprio da psicologia clássica.
Watson, John
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Watson, John (Greenville, 1878- New York, 1958): Doutorado em Chicago, foi professor de psicologia animal. Em contraste com a psicologia clássica e introspetiva, considerando-a mera análise literária, apercebe-se que a introspeção não tem lugar na psicologia animal e que os seus métodos podem aplicar-se à psicologia infantil. Numa aproximação às ciências da natureza, propõe que o objeto de estudo da psicologia seja o comportamento observável (isto é, a relação entre os estímulos e as respostas ou condutas) e que o método seja a experimentação. É o fundador do behaviorismo, contribuindo decisivamente para a constituição da Psicologia como ciência com algum grau de objetividade. Hoje é criticado por não explicar suficientemente algumas funções superiores do homem, como o pensamento, a memória e a linguagem.
Spitz, René
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Spitz, René (Viena, 1887 – Denver, 1974): formado em Medicina e discípulo de Freud, colaborou com Charlotte Buhler em estudos sobre a psicanálise da criança. Defende que inicialmente a criança tem um estado mental indiferenciado a partir do qual estruturará a sua vida mental, mas na condição de receber estimulações afetivas de outros seres humanos. Verifica que as crianças institucionalizadas (abandonadas, órfãs, colocadas em asilos ou hospitais) revelam uma taxa de mortalidade três vezes superior ao normal, apresentando ainda um considerável atraso no desenvolvimento mental, com tendência para a irreversibilidade. Designa esta depressão geral das crianças por “hospitalismo”, que é o fastio pela vida, a rejeição demonstrada pelas crianças privadas de cuidados afetivos.
Skinner, Burrhus Frederic
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Skinner, Burrhus Frederic (Pennsylvania, 1904 – Massachusetts, 1990): pioneiro em psicologia experimental, é uma das maiores figuras do behaviorismo, procurava a compreensão do comportamento humano, sobretudo verbal e a aprendizagem. O seu principal contributo para a psicologia foi o conceito de condicionamento operante.
Darwin, Charles
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Darwin, Charles (Shrewsbury, 1809 – Kent, 1882): naturalista inglês é o autor da célebre teoria da evolução e da seleção natural das espécies. Chocou a sociedade vitoriana da sua época ao propor que todos os animais, incluindo o Homem, teriam os mesmos ancestrais. Encontra-se sepultado na Abadia de Westminster, em Londres.
Damásio, António
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Damásio, António (Lisboa, 1944): neurocientista português, professor numa universidade californiana, onde lidera o Brain and Creativity Institute, elaborou uma teoria acerca das relações entre a racionalidade e as emoções humanas. Tem recebido numerosos prémios e distinções a nível internacional. Segundo António Damásio, as emoções são necessárias para agir e pensar, não sendo dissociadas dos processos cognitivos. Normalmente dissociamos razão e emoção, mas Damásio considera que se apenas os processos cognitivos fossem intervenientes no raciocínio, seríamos incapazes de tomar decisões, perdidos nos meandros lógicos das consequências de cada uma das nossas opções. A esta visão a preto e branco da relação entre emoção e razão, Damásio contrapõe uma consciência humana em que razão e emoção fazem parte do mesmo conjunto de processos. Assim, pelo conceito de marcador somático, Damásio alega que as emoções são relevantes na tomada de decisão, ainda que muitas vezes possam influenciar-nos neg...
Mary Salter Ainsworth
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Ainsworth, Mary Salter (1913-1999). Nasceu em Glendale, Ohio. Era a mais velha de três irmãs, sendo o pai possuidor de um mestrado em História. Ambos os pais valorizavam a educação e elevavam as expectativas quanto às realizações académicas das suas filhas. Mary Ainsworth começou a ler com apenas 3 anos de idade. A sua família visitava uma Biblioteca todas as semanas. Apesar de a sua mãe orientar as suas leituras, era com o pai que mantinha uma relação emocional mais próxima. Iniciou os seus estudos de licenciatura com apenas 16 anos. Concluiu o doutoramento na universidade de Toronto em 1939, após o que se tornou imediatamente professora na mesma universidade. Em 1942 alistou-se no Canadian Women's Army Corp para servir o exército durante a II Guerra Mundial. Depois da Guerra, mudou-se para Londres, onde concluiu estudos de pós-graduação no University College. Trabalhou em diversas instituições, como a Johns Hopkins University (onde ganhava menos que os seus outros colegas pelo s...
Afeto
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Afeto: subjetividade de um estado psíquico elementar, capaz de proporcionar prazer ou desprazer. Ao contrário do sentimento, que é direcionado para um objeto, o afeto centra-se naquilo que é primariamente sentido. Do ponto de vista psicanalítico, o conceito de afeto compreende-se em conjunto com o de pulsão. Designa a predisposição do indivíduo para reagir de modo penoso ou agradável nas relações de vinculação que estabelece com as pessoas ou com elementos do mundo que o envolve.
Cérebro
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Cérebro : utiliza-se a mesma palavra indistintamente para designar a totalidade do encéfalo ou, em sentido mais restrito, o protencéfalo (ou cérebro anterior). Em rigor, são distintos. O encéfalo corresponde à parte do sistema nervoso central que se encontra alojada na caixa craniana; é constituído pelos hemisférios cerebrais e pelo diencéfalo (cérebro propriamente dito), além do cerebelo e do tronco cerebral. O protencéfalo é o estádio superior do encéfalo e inclui uma estrutura mediana (cérebro intermédio ou mesencéfalo) que por sua vez é constituída pelo tálamo, pela região subtalâmica e pelo hipotálamo, e ainda pelos hemisférios cerebrais. O cérebro liga-se ao resto do corpo através do cerebelo, da espinal medula e do bolbo raquidiano. É o responsável por todas as funções nervosas, exceto a vida vegetativa, o equilíbrio e os reflexos. Uma criança nascida sem cérebro estará condenada a uma vida vegetativa (dependendo da gravidade, um bebé anencefálico terá uma expectativa de vida ma...
Cerebelo
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Cerebelo : parte do encéfalo, situado na face posterior do tronco cerebral, responsável pela coordenação sensorial e motora. Uma lesão do cerebelo acarreta uma ataxia cerebelosa, isto é, perturbações do equilíbrio, da postura e da coordenação dos movimentos. Atualmente sabe-se que desempenha um papel importante nas aprendizagens motoras, como tocar piano.
Categorização social
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Categorização social : em Psicologia Social, a categorização social é um processo de cognição social mediante o qual o indivíduo se situa a si próprio e aos restantes em segmentos sociais aos quais atribui atributos específicos, construindo uma identidade social que tendencialmente favorecerá os membros do mesmo grupo e estigmatizará os restantes. Processo de construção de quadros conceptuais de apreensão do outro e do mundo; permite generalizar as caraterísticas de uma categoria a todos os objetos, pessoas ou situações que a compõem, reduzindo a complexidade do mundo social.
Categoria
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Categoria : conjunto de elementos que têm em comum uma ou mais caraterísticas; designa habitualmente uma estrutura cognitiva que engloba uma classe de objeto, pessoas ou situações agrupados pelas semelhanças das suas propriedades. As categorias organizam a informação e permitem dar sentido á realidade.
Cultura
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Cultura : existem várias designações muito distintas sobre a cultura. Em sentido antropológico, a cultura corresponde à civilização, designando o progresso humano e as suas construções coletivas que permitem a edificação daquilo que o modo de vida específico da humanidade. Em Psicologia, a cultura remete para o simbólico, património que cada geração se encarrega de transmitir às seguintes. Isto é, a cultura é o conjunto de significações adquiridas, persistentes e partilhadas que os membros de um grupo tendem a tornar comuns a todos os novos membros do mesmo grupo. A existência de uma cultura traduz-se na prevalência de padrões culturais que induzem atitudes, comportamentos, representações sociais que são socialmente valorizados.
Cronossistema
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Cronossistema : circunstâncias sociais e históricas e padrões de eventos ou transições ambientais no decurso da vida. É o caso do divórcio, que é uma transição. Os efeitos negativos do divórcio são mais evidentes no primeiro ano após a sua ocorrência. As circunstâncias sociais e históricas podem ser exemplificadas com o advento das lutas feministas, da igualdade de género e das conquistas das mulheres em situações como as oportunidades de emprego.
Cromossoma
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Cromossoma : nome dado aos elementos essenciais do núcleo celular. Todas as espécies possuem um número fixo de cromossomas: o ser humano possui 46 cromossomas, enquanto o chimpanzé possui 48; a drosófila possui apenas 8, enquanto o rato possui 58. Os cromossomas são basicamente constituídos por ácido desoxirribonucleico (ADN). A sua importância radica no facto de serem o suporte dos genes, motivo pelo qual são fundamentais no processo de transmissão hereditária. Os cromossomas homólogos são dois cromossomas reunidos num par, provenientes de cada um dos genitores, exercendo a mesma estrutura e a mesma função. Um cromossoma é, portanto, uma unidade portadora de informação genética, com um locus específico e suscetível de mutações (ver fenótipo).
Crianças selvagens
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Crianças selvagens : trata-se de crianças isoladas de um mundo cultural, ou seja, de um mundo humanizado. Existem vários casos relatados e documentados acerca de crianças que foram criadas por animais. Essa ausência de um processo de socialização humana tem por consequência a perda de algumas aptidões cerebrais, sendo possível a sua recuperação, apenas em alguns casos, se forem ressocializadas. Portanto, a realidade é bastante distinta daquilo que se nos é apresentado nos mitos de Rómulo e Remo ou nos filmes de Tarzan. A principal diferença em relação ao homem socializado não consiste apenas no atraso ou défice linguístico mas, sobretudo, na ausência de consciência de si próprias. Tal como os animais, que possuem quanto muito uma imagem reduzida do “Eu”, as crianças selvagens revelam frequentemente uma enorme dificuldade em desenvolver a sua consciência humana. A aquisição da consciência de si, da identidade pessoal, da relação com o Outro (alteridade) é marcante no desenvolvimento hum...
Criação artística
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Criação artística : a criatividade é uma aptidão complexa, distinta da inteligência e que consiste na fluidez de ideias, raciocínio indutivo, inteligência divergente. Frequentemente é definida como a capacidade de perceber uma situação ou ideia em dois planos distintos que habitualmente são incompatíveis. É o caso do chimpanzé, habituado a brincar com um pau, mas que repentinamente se apercebe da possibilidade de usar o pau como instrumento para alcançar as bananas, ou de Galileu, que inventou o telescópio (para observar as estrelas) a partir das lentes dos oculistas alemães (para melhor observar os objetos que estão próximos de nós). É a capacidade para encontrar soluções novas para um problema. Os indivíduos criativos, como os artistas, são imaginativos, têm espírito de invenção e originalidade. Ao invés dos indivíduos com uma inteligência convergente, os criativos dispersam a sua atenção sobre várias ideias e objetos. Uma das técnicas de exercitação da criatividade é o brain stormin...
Continuidade
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Continuidade : para algumas teorias psicológicas, a continuidade é uma das propriedades do desenvolvimento ou evolução e, nesse sentido, opõe-se à ideia de descontinuidade. Uma das teorias que defende a continuidade é o construtivismo de Piaget, que descreve o desenvolvimento lógico e cognitivo numa sucessão de estádios, desde o nascimento até à adolescência, organizando-se em estruturas progressivamente mais estáveis e complexas através dos mecanismos adaptativos de assimilação, acomodação e equilibração.
Consciência
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Consciência : durante os séculos XVII e XVIII, a consciência remetia para a vida do espírito, acessível através da introspeção. A emergência da psicologia científica não abalou esta convicção, mas a psicanálise freudiana demonstrou que o sujeito nem sempre tem consciência das causas da sua conduta, salientando as motivações de caráter inconsciente. Associada á ideia de inconsciente, constitui um dos dualismos históricos da Psicologia: o dualismo espiritualista fazia da consciência uma entidade material e inexplicada que controla a atividade cerebral; Vygotsky vê na consciência um subproduto da vida social e da linguagem; os neurofisiologistas, como J. Eccles, entendem a consciência como a entidade que coordena as condutas do sujeito. O comportamentalismo valorizou a consciência por considerar que as experiências subjetivas são reais mas apenas os dados acessíveis á consciência podem ser objeto de investigação científica, negando valor aos dados introspetivos. Atualmente existem dados e...
Preformismo
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Preformismo : sinónimo de uma forma de inatismo. Trata-se de uma conceção filosófica segundo a qual a natureza de um ser depende das suas condições objetivas existentes no momento do seu nascimento, sendo irrelevantes quaisquer condições do meio em que se insere e irrelevantes as experiências que venha a viver. Na discussão sobre a oposição entre inato e adquirido, o preformismo consiste na afirmação da primazia do inato sobre o adquirido ao nível do desenvolvimento psicológico. Esta discussão sobre o inato e o adquirido foi bastante clarificada no séc. XX, com a imposição da ideia da relevância do desenvolvimento concebido como uma interação entre os dados genéticos e os fatores ambientais.
Preconceito
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Preconceito : julgamento a priori desfavorável a respeito de um indivíduo ou grupo de indivíduos, consiste na atitude negativa a respeito de um determinado grupo social. Os preconceitos estão relacionados com os processos de cognição social, pois derivam dos estereótipos (simplificações) e apontam diferenças pela negativa que caraterizam um grupo social.
Plasticidade
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Plasticidade : capacidade que os tecidos dispõem de formarem ou voltarem a formar mesmo após terem sido destruídos ou danificados. Designa a capacidade de reorganização morfológica das redes neuronais decorrentes de alterações internas ou externas. A noção de plasticidade não deve ser confundida com o natural processo de desenvolvimento. Até aos anos 70 do século XX julgava-se que o sistema nervoso central dos mamíferos seria uma estrutura fixa, rígida, no final do seu desenvolvimento ontogenético, sem possibilidades de reorganização morfológica. Posteriormente, descobriu-se que as redes neuronais dos indivíduos adultos podem sofrer alterações. Essas alterações ocorrem após se verificarem lesões neuronais, mas também podem ocorrer por germinação – um centro nervoso desprovido de informações “capta” informações de outros neurónios. Nem todos os neurónios têm capacidade de reorganização, mas atualmente desconhecem-se as razões que distinguem uns e outros quanto a esta capacidade. Por out...
Perceção
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Perceção: é um dos processos cognitivos. É a função de captação dos estímulos provenientes do meio (interno ou externo) através dos órgãos sensoriais. Tomada de consciência sensorial de objetos do exterior (coisas, acontecimentos, etc.). Para os filósofos, a questão essencial era a de saber se a perceção nos proporciona um conhecimento acerca do mundo exterior, mas a Psicofisiologia moderna tem uma perspetiva completamente diferente. Sensorialmente, a perceção consiste na receção das sensações do mundo exterior através dos mecanismos sensoriais, mas essa receção não é pura nem passiva, pois alguns elementos sensoriais são recebidos enquanto outros são excluídos; os recetores sensoriais transformam as sensações em acontecimentos nervosos; as leis da perceção estão intimamente relacionadas com o organismo que as processa; e é necessário estudar a relação entre as leis da perceção e a estrutura do mundo físico, dado que as ilusões demonstram que não existe coerência nessa relação. Portant...
Pensamento
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Pensamento: em sentido filosófico, diz respeito a todas as manifestações do espírito, tais como conteúdos, ideias, atividades, raciocínios. A psicologia científica debruçou-se sobre o pensamento enquanto interiorização de condutas através da função representativa e da linguagem. Alguns dos autores mais relevantes nesta área são P. Janet, H. Wallon e J. Piaget. Em sentido corrente, o pensamento é referente às atividades cognitivas, mas o termo “cognição” tende a substituir o termo “pensamento”. Tradicionalmente, continua a ser definido como a operação do espírito baseada na utilização de símbolos. O pensamento é a própria atividade psíquica, processando todas as nossas experiências, vivências, sentimentos, intenções, juízos e conhecimentos.
Conformismo
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Conformismo : forma de influência social. Trata-se da submissão (aceitação pública) ou privada (aceitação por interiorização) do ponto de vista da maioria por parte do indivíduo. Salomon Asch demonstrou, em 1951, que sob pressão os indivíduos podem ser levados a aceitar a opinião da maioria mesmo quando esta formula juízos manifestamente contrários aos dados percetivos. Grande parte da nossa perceção do mundo é feita através dos olhos dos outros. Temos tendência para adequar as nossas atitudes e comportamentos em função dos grupos maioritários. Em 1951, Solomon Asch desenvolveu uma experiência com resultados surpreendentes. Sete a dez indivíduos foram colocados em salas de laboratório e pedia-se a cada um deles que desse uma resposta muito simples: qual das linhas A, B ou C seria exatamente igual à linha X. A tarefa era incrivelmente simples, pelo que nenhum dos participantes tinha dificuldades em responder corretamente. Contudo, apenas um dos indivíduos era autêntico, pois todos os ou...
Experiência
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Experiência : tudo aquilo que o sujeito humano vivencia, sente percebe ou pensa nas relações que estabelece com o mundo que o rodeia. Por ser tão próxima do vivido, a “experiência de vida” é, pela sua própria natureza, eminentemente subjetiva e nem sempre pode ser expressa verbalmente. Este sentido vivencial da experiencia não deve ser confundido com a experiência científica, no âmbito empírico, no qual é possível distinguir entre experiência provocada e experiência invocada.
Conflito
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Conflito : estado psíquico originado pela tensão entre duas tendências percebidas como antagónicas por uma pessoa. Existem vários tipos de conflito. Os conflitos cognitivos referem-se ao estado de um indivíduo dividido entre dois conceitos ou duas regras discordantes para um mesmo problema e é considerado fulcral no desenvolvimento da criança por parte de alguns autores; os conflitos de culturas revelam as diferenças dos diversos códigos culturais provenientes de culturas distintas mas que interatuam num mesmo espaço, gerando subculturas dentro de uma mesma sociedade; os conflitos perceptivos consistem na ambiguidade na captação de informações (visuais, auditivas, tácteis) devido á existência de indícios contraditórios; os conflitos psíquicos decorrem, na psicanálise freudiana, num nível consciente ou inconsciente; e os conflitos sociais correspondem a interações divergentes, de antagonismo, entre grupos ou atores sociais.
Condicionamento operante
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Condicionamento operante : ou aprendizagem instrumental, é uma forma de aprendizagem em que um comportamento é sancionado ou recompensado, consoante a resposta do sujeito. Nesta forma de condicionamento, o sujeito tende a repetir determinado comportamento se este lhe proporcionar uma recompensa ou evitar uma punição, havendo uma seleção da resposta mais eficaz.
Condicionamento clássico
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Condicionamento clássico : forma de aprendizagem, inicialmente descrita por Pavlov, que se dá por associação entre um estímulo condicionado (ex.: campainha) e um estímulo incondicionado (ex.: alimento), e que dá origem a uma resposta condicionada (aprendida) semelhante à resposta incondicionada (ex.: salivação). Trata-se de uma aprendizagem involuntária por parte do sujeito que se limita a reagir a determinado estímulo.
Comportamento
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Comportamento : atividade do organismo; conduta; interação com o meio ambiente. O comportamentalismo (Behaviorismo) levou a noção de comportamento à redefinição do objeto da própria Psicologia, limitando-o as atividades diretamente observáveis. Deste ponto de vista, fenómenos como os estados de consciência, os sentimentos, as representações e outros estados mentais não poderiam ser considerados comportamentos. Contudo, a generalidade dos psicólogos e mesmo alguns behavioristas aceitam que a noção de comportamento se alargue também a estes fenómenos da vida mental. O cognitivismo defende que o objeto da psicologia é o tratamento da informação, pelo que o comportamento é apenas uma manifestação exterior dos processos interiores.
Competências relacionais
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Competências relacionais : o desenvolvimento físico e cognitivo faz-se, de uma forma simplista, pelo aumento do tamanho e pensamento, mas o desenvolvimento social e as competências relacionais dá-se pelo alargamento da esfera social. Se durante os primeiros tempos de vida as relações socias do bebé se aplicam quase exclusivamente à mãe, progressivamente surgem laços com outros indivíduos, sobretudo a família, os companheiros de creche e escola, os companheiros do sexo oposto e, já adulto, o ser humano orienta-se para um universo social mais vasto. A primeira forma de relação social do bebé é a vinculação.
Estereótipo
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Estereótipo : crença rígida e simplista, partilhada pelos membros de um grupo social, sobre pessoas, grupos ou instituições sociais. Esquema cognitivo associado a critérios como a aparência física, o sexo, a identidade religiosa, política ou étnica; critérios que definem as crenças que guiam os julgamentos sobre os grupos sociais e os seus membros. O estereótipo é frequentemente uma derivação do preconceito, centrando-se nas caraterísticas mais evidentes ou caricaturais do objeto a que se refere.
Cognição
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Cognição : o termo é oriundo da filosofia e designa o ato de conhecimento. Designa o conjunto de atos e processos de conhecimento, isto é, o conjunto de mecanismos que um organismo ativa para adquirir, conservar e explorar informação. Esse conjunto de mecanismos, as funções psicológicas, são a perceção, a aprendizagem, a memória, a inteligência, a função simbólica e a linguagem. No debate cérebro-espírito o problema essencial é o de saber se a cognição constitui um campo diferente do da neurobiologia cerebral. Um outro sentido remete-nos para a cognição social, ou seja, o processo através do qual o indivíduo constrói um conhecimento acerca da realidade, entendendo-se esta como o conjunto de objetos variados, tais como pessoas, situações, grupos, organizações, instituições, papéis e regras. Este processo de cognição social implica estruturas cognitivas, tais como preconceitos, saberes, representações sociais e raciocínios.
Esquecimento
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Esquecimento : incapacidade de recuperar uma informação aprendida. Pode dar-se devido a falhas no armazenamento da informação (dados incorretamente memorizados), por deterioração ou por interferência. Temos dificuldade em recordar uma informação que ficou incorretamente armazenada, por vezes sem conexão com outras informações ou sem termos possibilidade de perceber onde tal informação ficou registada. O esquecimento por deterioração está relacionado mais diretamente com a falta de utilização da informação armazenada. O esquecimento pode igualmente acontecer por interferência de novas aprendizagens (que vêm dificultar a recuperação de velhas aprendizagens - por ex.: quando temos de memorizar um novo número de telefone e com o tempo este interfere com o número antigo, que cada vez mais dificilmente é relembrado - esquecimento por inibição retroativa) ou com velhas aprendizagens (o processo de memorização do novo numero é inicialmente dificultado pela memória do número que já possuímos - ...
Epigénese
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Epigénese : fases de complexificação de um organismo desde a sua conceção. Em Biologia, cada estádio evolutivo decorre do precedente e determina o seguinte, em interação com o meio. No momento da conceção, cada indivíduo detém um programa genético único. Em muitas espécies esse programa genético é suficiente para a pronta adaptação do indivíduo ao meio (diz-se que está fenotipicamente preparado), mas no caso do ser humano as interações com os pais e com os pares são fundamentais para a realização de aprendizagens que serão fulcrais para garantir essa mesma adaptação ao meio. Potencialmente todas as caraterísticas se encontram no ovo (inato), mas as interações contínuas com o meio ambiente (adquirido) permitirão outro tipo de papel do indivíduo no grupo e na espécie de que faz parte.
Psiquiatra
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Psiquiatra : A Psiquiatria é uma especialização da Medicina dedicada ao estudo, diagnóstico e tratamento de perturbações mentais. Por muito tempo, a Psiquiatria esteve ligada à Neurologia (estudo médico de doenças decorrentes de danos no Sistema Nervoso). O psiquiatra privilegia o tratamento destas perturbações pela via farmacológica, embora possa também recorrer à psicoterapia.
Psicoterapeuta
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Psicoterapeuta : O Psicoterapeuta pode ser formado em Psicologia, Medicina ou mesmo Serviço Social e trabalha em conjunto com o paciente, apoiando-o para que este se conheça melhor a si mesmo, através da análise conjunta das vivências, dos desejos, medos e aspirações. Este autoconhecimento leva o paciente a elaborar estratégias autónomas de solução dos seus próprios problemas.
Bowlby, John
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Bowlby, John (Londres, 1907 – Skye, 1990): enquanto criança, Bowlby raramente via a sua mãe. Foi criado por uma ama, cujo afastamento da família por volta dos quatro anos foi percecionado por ele como uma tragédia semelhante à perda de uma mãe. Aos sete anos, os pais colocaram-no num internato, o que motivou grande parte das suas futuras preocupações com as relações de vinculação que as crianças estabelecem com os adultos. Mais tarde, estudou Psicologia em Cambridge, com resultados académicos notáveis, e tornou-se psicanalista aos trinta anos. Os acontecimentos da II Guerra Mundial, com a evacuação de crianças para as proteger dos bombardeamentos e consequente afastamento em relação aos pais levaram-no a produzir um importante conhecimento teórico e empírico sobre o assunto. É neste contexto que desenvolve a Teoria do Apego, segundo a qual o recém-nascido desenvolve o comportamento de apego como estratégia para escapar aos predadores. Segundo Bowlby, a maior parte das crias de mamífer...
Binet, Alfred
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Binet, Alfred : (Nice, 1857 – Paris, 1911) começou por trabalhar como preparador (instrumentista) no primeiro laboratório de psicologia fisiológica, na universidade de Sorbonne, rapidamente se tornou diretor. Antidogmático, interessava-se pelos mais variados assuntos, mas sobretudo pela inteligência humana. Responsável pela organização do ensino de crianças com atraso cognitivo, construiu provas para diagnosticar as aptidões dos alunos do ensino primário para identificar os que seriam incapazes de desenvolver as mesmas aptidões intelectuais. Em conjunto com Théodore Simon (1873-1961), cria a primeira escala de inteligência (teste de inteligência Binet-Simon, depressa compreendendo a importância da idade mental para a avaliação dos resultados. É considerado um dos fundadores da Psicologia Aplicada.
Psicologia Educacional
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Psicologia Educacional : dedica-se ao estudo de problemáticas relacionadas com a Educação: os mecanismos de aprendizagem e a eficiência e eficácia de estratégias educacionais. Alguns teóricos da Educação consideram que psicologia educacional e psicologia escolar, embora usadas como sinónimos, são diferentes: ao psicólogo educacional compete desenvolver e avaliar procedimentos para o ensino/aprendizagem, dedicando-se essencialmente à investigação; o psicólogo escolar atua mais a nível prático, potenciando o desenvolvimento intelectual e socio-emocional da criança, através da intervenção em atividades de orientação vocacional, avaliação, etc.
Psicologia do Trabalho e das Organizações
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Psicologia do Trabalho e das Organizações : a Psicologia do Trabalho aborda questões relacionadas com a organização do trabalho (segurança, ergonomia, condições) e a relação entre os indivíduos e as tarefas desempenhadas. Associada à Psicologia do Trabalho está a Psicologia das Organizações que aborda questões ligadas às instituições (motivação dos trabalhadores, relações laborais, seleção e formação de recursos humanos, liderança, gestão de conflitos, otimização do trabalho de equipa e dos resultados, etc.).
Psicologia de Orientação Vocacional e Profissional
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Psicologia de Orientação Vocacional e Profissional - Ramo de aconselhamento da Psicologia Aplicada que visa orientar os indivíduos: na construção do seu projeto de vida, pelo estímulo ao autoconhecimento; pela prestação de informações relativas a opções escolares e profissionais; pelo estreitamento de colaborações entre alunos, encarregados de educação e instituições escolares para a promoção do sucesso escolar; para a importância da aprendizagem ao longo da vida. Na prática, a psicologia de orientação vocacional e profissional procura ajudar jovens e também adultos a tomarem decisões ligadas à sua vida escolar e profissional pelo processo de autoconhecimento - personalidade, interesses e motivações, integrando estas informações de modo a serem usadas nos planos de estudo, de formação e de carreira.
Psicologia Criminal e Forense
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Psicologia Criminal e Forense : a Psicologia Criminal dedica-se ao estudo dos fenómenos associados ao crime, bem com do perfil dos indivíduos associados (criminosos e vítimas). O Psicólogo Criminal colabora: no diagnóstico e tratamento de perturbações psicológicas dos profissionais de segurança e em reclusos; na formação para a gestão de conflitos em estabelecimentos prisionais ou de segurança; • No apoio a vítimas de violência (doméstica, sexual); no acompanhamento de ex-reclusos durante o processo de reinserção na vida ativa; no aconselhamento sobre penas alternativas. A Psicologia Forense, diretamente associada à Criminal, trata dos aspetos legais e jurídicos relacionados com o trabalho do Psicólogo. O psicólogo forense: determina se certo indivíduo é legalmente imputável ou não; para lá de ser um especialista em Psicologia, tem de dominar aspetos legais e de psicopatologia.
Autoridade
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Autoridade : poder que é exercido por alguém, com base em leis e regulamentos institucionais que legitimam a sua ação. Relaciona-se, normalmente, com funções de chefia (exercer autoridade). Qualidade natural de uma pessoa que lhe permite conseguir a adesão dos outros e a obediência às suas diretivas; pode aproximar-se do carisma.
Psicologia
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Psicologia : estudo científico do comportamento e dos processos mentais, dizendo respeito não só ao que as pessoas fazem, mas também aos seus pensamentos, emoções, perceções, memórias e às atividades biológicas inerentes ao funcionamento orgânico. Originalmente, a Psicologia fazia parte da Filosofia, tendo-se destacado dela nos princípios do séc. XIX para se constituir como disciplina científica e autónoma através de Wilhelm Wundt. Esta emancipação deveu-se à preocupação em submeter fenómenos psíquicos à experimentação científica.
Profecias de autocumprimento
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Profecias de autocumprimento : processo através do qual uma crença ou expetativa afeta a forma como a pessoa ou grupo se comporta e como esse comportamento aumenta a ocorrência de acontecimentos que confirmam essa crença ou expetativa. Este fenómeno pode ocorrer tanto a nível pessoal como social. Por exemplo, se formamos a convicção de que uma pessoa se irá comportar de forma antipática, é provável que atuemos de forma a facilitar a ocorrência de comportamentos antipáticos; se algum responsável anunciar na televisão que irá haver falta de gasolina, é provável que todos os automobilistas corram a atestar o depósito provocando uma real falta de combustível.
Auto-organização
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Auto-organização : com origem na Biologia, o termo era referente à capacidade dos seres vivos construírem ou manterem a sua organização sem contributos do exterior. Em Psicologia designa a auto-regulação, mas também a capacidade que o homem tem de criar as suas próprias normas de funcionamento e os seus próprios fins. Este conceito de auto-organização contrapõe-se ao behaviorismo, que coloca no estímulo exterior a razão da modificação das condutas do indivíduo.
Atitude
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Atitude : disposição interna do sujeito relativamente ao mundo social (indivíduos e grupos sociais) e que orienta a sua conduta quanto a esse mesmo mundo social. Assim, a atitude não deve ser confundida com o comportamento, pois trata-se da predisposição do indivíduo para agir. Consequentemente, as atitudes não são objetivamente mensuráveis, embora possam ser construídas escalas de atitudes. As atitudes são estáveis, mas isso não é impeditivo de que sejam alteradas ao longo do tempo.
Áreas pré-frontais
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Áreas pré-frontais : as áreas pré-frontais são aquelas que se localizam na região anterior do lobo frontal do cérebro. É nestas áreas cerebrais que se processam as informações sobre o pensamento complexo, a identidade, a adequação das condutas às exigências sociais e o processo de tomada de decisão.
Aprendizagem social
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Aprendizagem social : também designada modelagem, ocorre por observação e imitação de outras pessoas que funcionam como modelo. Os modelos são-no por representarem poder, sucesso, competência ou estatuto social, tornando-se apelativos aos indivíduos. Esta forma de aprendizagem é socialmente muito útil pois permite a aquisição de condutas sociais que facilitam a integração dos indivíduos, embora possa dar-se situações em que a imitação de comportamentos socialmente indesejáveis pode trazer consequências nefastas para o imitador.
Aprendizagem
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Aprendizagem : alteração no comportamento de um organismo que resulta da influência do meio e se traduz no aumento das possibilidades de ação ou conduta de forma relativamente estável e perdurável. Não se deve confundir a aprendizagem com as alterações comportamentais decorrentes da maturação do organismo se dessa maturação não decorre qualquer interação com o meio. A aprendizagem implica a memória de tal forma que são indissociáveis. A base da aprendizagem é o reflexo condicionado, mas esse processo não é suficiente para a explicar sem ter em conta a maturação das funções nervosas. Historicamente, os estudos sobre a aprendizagem remontam a Ivan Pavlov mas muitos foram os autores a dar o seu contributo: Edward Thorndike, Burrhus Frederic Skinner, Clark Hull, Edward Tolman, etc.. Existem várias teorias acerca da aprendizagem: condicionamento clássico, condicionamento operante, aprendizagem discriminativa, aprendizagem latente, etc. Todas as teorias pretendiam fornecer leis gerais que ex...
Ambiente
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Ambiente : espaço vital em que se desenvolve o sujeito; conjunto de estímulos que condicionam o indivíduo desde o momento da conceção. No contexto hereditariedade-meio, designa tudo o que não é geneticamente determinado. Inclui o ambiente intrauterino, o alimento, o clima e as influências psicológicas e culturais que a família, a escola e a sociedade exercem sobre a personalidade
Marcador somático
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Marcador somático: o processo de tomada de decisões não é meramente cognitivo. Se as escolhas são complexas ou conflituantes, os processos cognitivos impedem-nos de chegar a um resultado satisfatório. Segundo Damásio, os marcadores somáticos podem ajudar na decisão. Os marcadores somáticos são armazenados nas áreas pré-frontais e associam-se durante o processo de tomada de decisão, influenciando os processos cognitivos. Ao tomar decisões complexas, os marcadores somáticos agregam-se, criando uma rede somática que direciona ou influencia as nossas decisões.
Lentificação
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Lentificação : a criança humana recém-nascida é insuficiente do ponto de vista da maturidade do seu cérebro quando comparada com a generalidade dos animais. Tal deve-se a um fenómeno de lentificação: embora a meio da gravidez o embrião já possua a totalidade das células nervosas, o cérebro precisará de muito mais tempo para a maturação. O acabamento da construção anatómica do cérebro termina apenas por volta dos sete anos de idade, mas a maturação do psiquismo só ocorrerá por volta dos dezoito. O cérebro humano, mais complexo, é muito mais lento no seu processo de acabamento do que o cérebro de um símio. O homem tem uma infância prolongada, passa a adolescência e, em rigor, continuará o seu desenvolvimento ao longo de toda a existência.
Lei da Recapitulação
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Lei da Recapitulação : ou biogenética. Teoria enunciada originalmente por Ernest Haeckel em 1866, segundo a qual o desenvolvimento dos órgãos no decurso da embriogénese passaria por estádios de evolução semelhantes aos do desenvolvimento de organismos inferiores na escala filogenética. Em síntese, a ontogénese recapitularia a filogénese. Esta teoria tornou-se bastante apreciada entre as ciências humanas, sendo adaptada analogamente por autores como Jean Piaget e Sigmund Freud. Contudo, mesmo no século XIX existiram vozes críticas que se opuseram a Haeckel, sobretudo embriologistas, considerando que algumas das ilustrações tinham sido manipuladas e que as diferenças significativas tinham sido ignoradas. Karl Baer salientou que esta perspetiva, que apelidou de “romântica”, era falsa pois as semelhanças são aceitáveis nos estádios iniciais de desenvolvimento, mas não nos estádios intermediários ou finais; e Stephen Jay Gould alega que o melhor será aceitar que existe uma lentificação do d...
Vinculação
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Vinculação : ligação emocional positiva que se desenvolve entre uma criança e um adulto em particular. Os estudos de Harlow (com macacos rhesus) e de Bowlby (com bebés humanos) apontam para a vinculação como a forma primária de laço social na espécie humana, expressando-se como a necessidade inata de proximidade com a figura maternal e relativamente independente da satisfação da necessidade alimentar. A relação de vinculação é a forma inicial de relacionamento social do bebé humano. É considerada por muitos autores como sendo determinante na construção de todas as relações posteriores. O bebé quer estar perto da mãe, pelo que procura a sua imagem, o seu som e o seu contacto. A ideia de que existe uma vinculação entre mãe e filho é bastante recente. Inspirado em Hobbes, que via os seres humanos como animais insensíveis, Freud via o amor entre mãe e filho como uma orientação para si próprio, para a satisfação dos seus próprios interesses. Estas conceções foram dominantes até meados do sé...
Teoria da troca social
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Teoria da troca social : tese segundo a qual as interações humanas são transações que procuram maximizar as recompensas (ganhos) e minimizar os custos (perdas). Daí a tendência em manter as relações nas quais os ganhos excedem os custos e a terminar aquelas em que os custos são maiores que os ganhos.
Stress
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Stress : em física designa a contração excessiva sofrida por um material. Aplicada à psicologia, remete para as dificuldades que o indivíduo sente ao longo da vida com os meios de que dispõe para as gerir. Costuma-se opor eustress a aflição: o primeiro designa o estado do indivíduo que é capaz de gerir as situações, enquanto o segundo designa a dificuldade de as controlar. Não é possível compreender o stress sem ter em conta a sua dimensão fisiológica, sobretudo pelas reações hormonais que desencadeia. Selye desenvolveu uma teoria acerca do stress distinguindo fases de adaptação: alarme, resistência e esgotamento, que representam um esforço do organismo para restabelecer o equilíbrio.
Socialização
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Socialização : processo através do qual o ser humano se integra na vida social, interiorizando as especificidades culturais do seu meio. Para tal, o indivíduo integra esses elementos socioculturais na sua personalidade. A socialização ocorre durante todo o período de vida do indivíduo e permite-lhe a adaptação à cultura e à sociedade em que se encontra inserido.
Emoção
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Emoção : estado de um organismo decorrente de uma situação, provocando uma experiência subjetiva e manifestações somáticas e viscerais. Perturbação intensa da afetividade. As emoções de base são a alegria, a tristeza, a cólera, o medo, podendo ser igualmente consideradas as emoções de surpresa e desgosto. Até hoje não foi possível estabelecer a relação entre uma emoção e um neurotransmissor, pelo que a tendência é para considerar que as emoções utilizam vários circuitos neuronais e não apenas o sistema límbico (chamado “cérebro das emoções”). Por outro lado, sabe-se que as emoções resultam de fatores genéticos e desenvolvimentais. O estado emocional ou afetivo de um indivíduo tem repercussões sobre a generalidade das funções do seu organismo, nomeadamente sobre os processos cognitivos (aprendizagem, memória). A emoção pode ser abordada a partir de diferentes teorias: da evolução, cognitivas e fisiológicas. Estas últimas procuram estabelecer a relação entre a emoção (estado mental ou co...
Efeito de primazia
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Efeito de primazia : efeito verificado na formação de impressões, no qual a informação recebia em primeiro lugar acerca de alguém acaba por ter um efeito desproporcionado na formação da impressão. Assim, uma pessoa será avaliada mais favoravelmente quando a informação positiva for revelada inicialmente.
Efeito autocinético
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Efeito autocinético : ilusão ótica que ocorre quando olhamos para um ponto luminoso fixo numa sala ou num ambiente escuro e não temos qualquer ponto de referência. Nestas circunstâncias a luz parece mover-se em várias direções. É este efeito que faz com que ao fixarmos o olhar numa estrela, numa noite escura, ela pareça mover-se. Este fenómeno foi utilizado nas experiências realizadas por Muzafer Sherif, em 1935, para estudar o processo de influência social designado por normalização.
Dissonância cognitiva
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Dissonância cognitiva : conceito que designa um estado de tensão provocado pela contradição entre diferentes cognições, opiniões ou crenças relativas ao meio social, ao ambiente físico, às próprias condutas e sentimentos. Por ser desconfortável, a dissonância motiva o indivíduo a substituir a sua cognição, a sua atitude ou o seu comportamento. Festinger considera que existem várias formas de se lidar com a dissonância cognitiva: tentar substituir uma ou mais crenças, opiniões ou comportamentos envolvidos na dissonância; tentar adquirir novas informações ou crenças que aumentarão a consonância existente, fazendo assim com que a dissonância total seja reduzida; tentar esquecer ou reduzir a importância daquelas cognições que mantêm um relacionamento dissonante.
Intencionalidade
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Intencionalidade: na fenomenologia, designa uma propriedade da consciência segundo a qual esta só é identificável em relação a um ato, uma intenção relativamente a um objeto. Para os psicólogos com esta orientação, a intencionalidade é a relação de significação que o sujeito mantém com o contexto dos seus atos. Assim, é a intencionalidade que confere significado à atividade do sujeito. Deste ponto de vista, todas as atividades do sujeito (emoções, perceções, processos fisiológicos) devem ser entendidos a partir do conceito de intencionalidade.
Situação do Estranho
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Situação do Estranho : experiência criada por Mary Ainsworth. Nesta experiência, uma criança brinca com a sua mãe (ou pai) durante alguns minutos. Um estranho entra na sala, conversa com a mãe e interage com a criança. Entretanto, a mãe ausenta-se deixando a criança a sós com o estranho. A mãe reentra e volta a sair; o estranho deixa a criança sozinha, regressando ao fim de algum tempo; por fim, a mãe regressa e pega na criança ao colo. Durante esta experiência são observados os comportamentos da criança, nomeadamente a exploração de brinquedos efetuada pela criança, as suas reações à ausência da mãe, a demonstração de angústia na presença do estranho e o seu comportamento quando regressa a mãe. Existem várias possibilidades de reação que foram tipificadas por Ainsworth. No primeiro caso (apego seguro), a criança que tem uma boa relação com a mãe deverá ser capaz de se envolver com estranhos na presença da mãe, mas ficará irritada quando a mãe se ausenta e não se envolverá com o estran...
Descontinuidade
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Descontinuidade : para certas teorias psicológicas, a descontinuidade é uma das propriedades do desenvolvimento dado que existe uma rutura ou descontinuidade ao longo da evolução. As teorias que relevam os fatores sociais e afetivos, como o socio-construtivismo de Vygotsky, a aquisição da linguagem por parte da criança leva a que o desenvolvimento, todo ele, mude do registo biológico para o sócio-histórico.
Inteligência
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Inteligência : capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planificar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, aprender rapidamente e aprender com a experiência. Não é uma mera aprendizagem literária, uma habilidade estritamente académica ou um talento para nos sairmos bem em provas. Pelo contrário, o conceito refere-se a uma capacidade mais ampla e profunda de compreensão do mundo à nossa volta.
Integração
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Integração : princípio de organização. Nos seres vivos em geral, cada nova diferenciação implica um grau maior de complexidade, exigindo novos graus de integração. O conceito de integração tem várias aplicações em psicologia: para a psicofisiologia, trata-se de estudar os processos de integração na organização do sistema nervoso central; para a psicologia da aprendizagem, a integração encontra-se no desenvolvimento cognitivo e nos mecanismos de aprendizagem; e em psicologia social o termo é referente à capacidade de inserção de um indivíduo num determinado grupo, conformando-se a ele e às suas regras, sendo que por parte do grupo se espera que seja mais (integração) ou menos (segregação) favorável à inclusão do indivíduo.
Influência social
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Influência social : modificação das atitudes ou comportamentos de um indivíduo pelo facto de estar em contacto ou tomar conhecimento das atitudes e opiniões de outro indivíduo ou grupo de indivíduos. Existem vários processos de influência social, como a normalização (Sherif), o conformismo (Asch) e a inovação (Moscovici), podendo ainda ser considerada a obediência (Milgram).Processo pelo qual as pessoas e os grupos, em interação social, modelam, mantêm, difundem e modificam os seus modos de pensar e de agir.
Individuação
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Individuação : não existem dois cérebros iguais. Ao longo do desenvolvimento cerebral, e devido ao facto de se tratar de uma unidade psicossomática, o cérebro adapta-se e evoluiu em função das suas caraterísticas biologicamente herdadas mas também das influências ambientais e das experiências subjetivas do indivíduo. Consequentemente, forma-se um cérebro com uma configuração única, irrepetível, distinta mesmo no caso dos gémeos monozigóticos. Ao longo do processo de socialização, a individuação consiste na busca de singularidade psicológica, levando o indivíduo a construir um sentimento de identidade. A individuação é então um processo pelo qual o indivíduo descobre as diferenças e semelhanças que possui relativamente aos outros indivíduos, construindo um conceito de si e da sua singularidade.